Quantas vezes, ao ler um livro, não somos levados para um mundo de fantasia? Claro que nem todos têm esse efeito, não só pela temática e conteúdo, mas também pela escrita, tantas vezes aborrecida. Mas quando temos um bom livro de fantasia nas mãos, com boa escrita, personagens e mundo cativantes, quantas vezes não ficamos como que colados ao livro, ao ponto de nem dar-mos pela passagem do tempo? Não poucas vezes quase que somos sugados pelo mundo descrito aos nossos olhos, pelos seus ecosistemas, organizações sociais, pelas suas personagens, as suas emoções, as suas forças e fraquezas, que tanto reflectem o mundo em que vivemos.
Nesse aspecto os videojogos também têm um efeito muito semelhante. Muitos apresentam novos mundos fantásticos, ricos em pormenor, com personagens carismáticas e ambientes fantásticos que nos deixam colados ao ecrã durante horas quando apenas pretendíamos experimentar o jogo por alguns instantes ou passar unicamente uma parte específica do jogo. Obviamente que, no caso dos videojogos, para efeitos de emersão, outros factores são importantíssimos, como a componente sonora, o grafismo e a jogabilidade. Todos esses factores, quando bem desenvolvidos, proporcionam-nos grandes experiências, atingindo algumas delas verdadeiros níveis de excelência.
Odin Sphere poderá, ou não, ser um desses exemplos. Porém, tal como Alice, a menina que no jogo inicia a leitura da história de Odin Sphere, permitindo-nos assim embarcar nesta aventura épica, terão que ler até o fim para o saber. Por isso, sentem-se onde estiverem mais confortáveis, e acompanhem o desenrolar desta história. Era uma vez...